Todas as cidades são uma só. Já a vida não comporta limitações. Se somos cidades cada um, há ruas que não encontram saída. Fora da estética, o caos urbano tumultua o cérebro, nos faz perder a direção. Luzes contra o céu aumentam o tráfego no inconsciente, tornando as placas invisíveis aos olhos do coração. Dispersados na neblina, condensados na parada de ônibus. E vem... Como um choro entre os prédios, a sirene cortando a avenida insone; um despertar ruidoso nas pedras da calçada. Somos quem sorri para si mesmo, aquecendo a distância: cidades isoladas, incomunicáveis, reservadas nos seus problemas e desviando-se dos sinais noturnos de movimentação.
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