O sangue de nossos pais
pelos pais de nossos pais
ganha coloração amarela
pelos dias que passaram.
Já se faz um sangue ralo,
sem densidade ou força:
resta numa pequena poça
entre seus pés.
O que farão seus filhos por você?
O que porão pela eternidade,
assustados e cientes da carne frágil
que cobrirá seus ossos então?
Quando a pele findar
e nossas vergonhas tornarem-se
casca dura de árvore,
eles perceberão:
A dor de nossas glórias
encobrindo a franqueza das derrotas
a que impusemos o orgulho,
guardado para a morte serena.
terça-feira, 31 de julho de 2007
segunda-feira, 30 de julho de 2007
A Carioca - Parte 2
A pior parte é quando parecemos crianças assustadas. Lia sobre o niilismo quando o telefone finalmente tocou. Minha ansiedade se entregava fácil nos gestos que ela não via; o sotaque carioca dela continuava estampado na voz, aquela coisa que o Sabino falou, de quem pede "doish cocosh", mas atenuado. Percebi que o jogo estava em suas mãos, e todos os filmes que comentou eram só distração para ouví-la mais. Eu ia dizer (como fiz) as bobagens que me passavam pela cabeça, e as novidades do dia eram surpresa para quem não entendia meu feedback. O disco novo do White Stripes? Oh, sim, estou ouvindo, para lembrar dos corvos que nunca mais me sairiam da imaginação como aves sinistras que Poe escreveu para atormentar sua caminhada nessa terra devastada. No cinema, a grama verde é na verdade sintética. Por isso eu odeio o lugar tanto quanto ela. Por toda a ilusão que nos distancia das pessoas tão fechadas em si, tão caretas... E que não conhecem, de verdade, a carioca que sonha em rever o sol dos trópicos.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
A Carioca - Parte 1
Estou há dias sem dormir. Não lembro bem quando descobri que uma velha conhecida está morando em São Paulo, estudando moda. Engraçado, ela falava em cortar os pulsos se ele não chegasse cedo assim, depois da tarde. E ele está agora com aquela garota de nariz torto que se acha o máximo, mesmo tendo perdido seus discos do Belle & Sebastian. Outra noite ri desse jeito que ela dá nos olhos, meio reparando em quem não está por perto. Os carros passavam num silêncio absurdo. Era de pensar, hey, cadê a pressa de vocês? A pressa de passar pela vida.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Mixtape
Casal estéreo
ouço eu te amo em 2 canais
e na faixa quinze, instrumental,
faço um arranjo com o amor
[de sala-e-copa
e os versos queimam em acordes
[etéreos.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
She Took My Soul
Ela tinha os olhos fundos
cavados pela insônia
e um jeito de ser
tão igual
a nada no mundo
o espírito estendido no sofá
a cortesia dos lábios
a forma de calor
que ela entendia
as mãos
ágeis
absorvidas no amor
como uma cura
para sua dispersão
tudo o que ela
quis encontrar
dentro de si
partia trancado numa jaula
contra a noite
consumida pelos excessos.
terça-feira, 24 de julho de 2007
Our Bloody King
Nunca pude guardar essa dor
[numa caixa.
Ásia distante da terra
me desperta com uma tristeza
[profunda
e sem nome
a separar grãos do pastoral vazio.
E ri; como ri da minha ventura
com a graça que nunca tive
[na infância
inventada dentro de mim.
Não via o tempo de inverter
papéis neste teatro de trapos velhos
em que se conquistou quase nada.
Com a minha monta
quero apenas partir contra a luz
margeando leitos secos
separado da matança da voz.
[numa caixa.
Ásia distante da terra
me desperta com uma tristeza
[profunda
e sem nome
a separar grãos do pastoral vazio.
E ri; como ri da minha ventura
com a graça que nunca tive
[na infância
inventada dentro de mim.
Não via o tempo de inverter
papéis neste teatro de trapos velhos
em que se conquistou quase nada.
Com a minha monta
quero apenas partir contra a luz
margeando leitos secos
separado da matança da voz.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Limited Edition
Nada mais cool que eu, cansado de mim e de meu inverso amassado como roupa lavada na máquina, decida ir para o catálogo. Um dia, a garota que acabou de se mudar para o bairro e acha tudo muito estranho, vai me descobrir na seção indie rock oitentista: entre os primeiros discos do R.E.M. e uma edição usada do Loveless com um autógrafo borrado do Kevin. Uh, legal, ela dirá, e me levará para sua coleção de músicas-para-momentos-esquecidos. No quarto, um bilhete colado no espelho marca as horas da quarta-feira passada. O silêncio, e a pilha de livros é vasculhada. Jacob's room, página 93. Há semanas não consegue avançar uma linha. Quando na mudança, seu namorado perguntou: quer ser mulher de um artista? Não entende como isso mexe tão fundo nela. Durante a noite, ela pensa e revê respostas. O absurdo do absurdo é o normal de cada dia. Notas polifônicas e letras nonsense; ela faz parte do processo de alguma forma.
Tarde de ontem colocou o disco para escutar pela primeira vez. A introdução avançava parecendo ensaio; a bateria descompassada e a voz grave que lento rugia
make it new
make me feel
the love you make
make it now
a tear won't make you fake
os versos iam cobrindo as paredes de azul a garota de azul e assim seus livros e cadernos e discos espalhados pelo chão. Ela fingia sorrir ou fingia viver um pouco mais sem sentir a superfície asfixiando o paraíso e as palavras soltas na atmosfera. Seus olhos pediam um lugar sem contestação, e já que avançavam pelos cantos farejando o dia e a decisão, ela os repousou na faixa um lado um que repetia repetia repetia contornando com intermináveis desvios a cidade que imaginava haver entre nós. Eu fluía na linha de baixo e na intempestividade da guitarra anotada nos manuais. Eu era deus, era o nada, a inflexão no tempo. E ela era minha.
domingo, 22 de julho de 2007
Caos
Tudo se resolveria naquela tarde, ou ao menos eu pensava isso. Mas Clara não estava em casa, adiando um futuro inevitável. As nuvens tomando o horizonte de assalto eram perfuradas pelos raios de sol, que teimava em insurgir-se, embora com ares de complacência, repartindo o céu com tonalidades mais difusas. As nuvens eram, naquele momento, um reflexo da minha frustração.
Mas o meu caso era ainda pior: não havia quem cedesse a meu favor. Caminhava observando esse espetáculo silencioso sobre minha cabeça e pensava no quanto estaria certo sobre isso. Rostos passavam por mim sem assumir traços singulares: todos formavam uma massa vulgar que exalava descrença e piedade, despertando um aborrecimento cada vez maior. Vislumbrava como seria atrativo se pudéssemos parar o tempo e trazer à tona as alegrias da infância há muito enterradas. No entanto, quando minhas abstrações iam mais fundo no espírito inquieto, voltei à realidade por um chamado exterior. Era o Vieira.
“Onde você estava, afinal?”
“Pensando em minha próxima peça.”
“Escute, temos um problema muito sério para resolver.”
“Talvez perderemos o patrocínio para o evento da semana que vem.”
“Como sabe?”
“O Prado me ligou ontem, estava muito embaraçado.”
“O que pensa em fazer?”
Na verdade, não pensava nisso. Não me importava mais se poderia ou não continuar com as montagens itinerantes pelo centro da cidade. As pessoas não paravam para assistir, mesmo; apenas mendigos se aproximavam e, assustados com minha arte experimental, desistiam do primeiro contato e logo se afastavam. Prado agüentou o quanto pôde; não o culpo pelo que aconteceu.
Para um dramaturgo, é essencial que questões existenciais habitem seu corpo, porém, para uma pessoa comum, é ainda mais imperativo que se livre delas em troca de uma vida possível. O teatro sustenta-se nessa dualidade e aquele que se propõe a fazê-lo deve levá-la ao extremo, colocando o público em contato com sua própria natureza. Agora percebo que não estava preparado para isso. Apenas uma parte de minha frustração.
Mas o meu caso era ainda pior: não havia quem cedesse a meu favor. Caminhava observando esse espetáculo silencioso sobre minha cabeça e pensava no quanto estaria certo sobre isso. Rostos passavam por mim sem assumir traços singulares: todos formavam uma massa vulgar que exalava descrença e piedade, despertando um aborrecimento cada vez maior. Vislumbrava como seria atrativo se pudéssemos parar o tempo e trazer à tona as alegrias da infância há muito enterradas. No entanto, quando minhas abstrações iam mais fundo no espírito inquieto, voltei à realidade por um chamado exterior. Era o Vieira.
“Onde você estava, afinal?”
“Pensando em minha próxima peça.”
“Escute, temos um problema muito sério para resolver.”
“Talvez perderemos o patrocínio para o evento da semana que vem.”
“Como sabe?”
“O Prado me ligou ontem, estava muito embaraçado.”
“O que pensa em fazer?”
Na verdade, não pensava nisso. Não me importava mais se poderia ou não continuar com as montagens itinerantes pelo centro da cidade. As pessoas não paravam para assistir, mesmo; apenas mendigos se aproximavam e, assustados com minha arte experimental, desistiam do primeiro contato e logo se afastavam. Prado agüentou o quanto pôde; não o culpo pelo que aconteceu.
Para um dramaturgo, é essencial que questões existenciais habitem seu corpo, porém, para uma pessoa comum, é ainda mais imperativo que se livre delas em troca de uma vida possível. O teatro sustenta-se nessa dualidade e aquele que se propõe a fazê-lo deve levá-la ao extremo, colocando o público em contato com sua própria natureza. Agora percebo que não estava preparado para isso. Apenas uma parte de minha frustração.
A noite pesada se alastrava rapidamente enquanto as luzes das casas a recebiam de forma discreta. Apressei os passos, tentando reverter os contratempos imaginados. Em minutos alcancei a avenida que levava ao trabalho de Clara. Pela vitrine avistei-a de costas. Seu cabelo ganhava novos tons através da distorção do vidro, deixando-o mais bonito. Pensei em esperá-la sair, mas acabei seguindo meu coração, que batia num desespero mudo, alertando meus sentidos para o perigo improvável. Tudo era contraste, repulsivo e violento, sem pudor. Um caos absurdo instalado em minha mente.
sábado, 21 de julho de 2007
Sobre Ana
Pensei no suicídio de Ana como um adeus mal-humorado, igual aos que ela me dava antes de sair às quintas-feiras. A sua boca contraída era uma insensatez que varria minhas expectativas para o alto: não sabia se adivinhava os pés inquietos debaixo da mesa nos dias de repouso ou seus olhos oblíquos que se fechavam durante o beijo. E na última vez que fomos para a casa de praia, Ana permaneceu atenta ao ritmo das ondas, em harmonia com o rumo dos ventos. Em silêncio acompanhei sua viagem sem passos dados: apenas o sol parecia movimentar-se por nós. Foi um anúncio ignorado, que hoje ofende minha astúcia. Nunca vivi uma solidão tão presente. Tinha tanta pressa nas coisas que fazia, parecendo não querer a vida presa a um só destino; enquanto meu tempo não era tão útil, seus dias foram cheios de graça e cor. Lembro de Ana dançando na sala, descalça, um sorriso cintilante que iluminava a cidade. Dos seus momentos de leituras, imprescindíveis depois do almoço. Em segredo, Ana escrevia um poema todas as tardes, sempre falando de um amor eterno e sereno que, desprezado pelos homens, morria e renascia até que, cansado, virava pó.
Filmes Na Noite Escura
Passo as madrugadas assistindo filme. Na solidão, percebo que meu silêncio sempre foi maior que o seu. É possível sentir isso. Tal como a dor inventada que na tela me parece bem familiar. Estive em tantos lugares, conheci muitas pessoas; soube de vidas que não conseguiria suportar. Por duas horas, este mundo é meu, ainda que me escape quando em vez, ao desviar minha atenção: todas as coisas estão no lugar, afinal; a existência é inexorável para o que permanece lá fora. Eu imagino sem jeito como seria o dia ao amanhecer diferente. Mas me sinto preso, limitado pelo o que a estória apresenta. Sem sujeitos vingativos ou garotas francesas confidentes: só as armas na mesa, descarregadas, voltadas para a noite. A voz estranha me lembra um retângulo; os objetos em cena eu os possuí de alguma forma, e assim vou reconstruindo minha memória, com pessoas e coisas que nunca estiveram nela. Como eu, provavelmente.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Speech: Take 2
Rafael - [The love you make] diz:
o conhecimento gera dor e incompreensão
cum diz:
mas você estaria vivendo na escuridão.. seria um cego..
Rafael - [The love you make] diz:
quanto mais se sabe, menos se entende o que nos cerca
cum diz:
mas através do conhecimento você aprende a lidar com a dor
cum diz:
saca? ;D
Rafael - [The love you make] diz:
nop
Rafael - [The love you make] diz:
eu discordo
cum diz:
acho que eu sou masoquista
Rafael - [The love you make] diz:
ou eu é que falo por meio de minhas experiências
Rafael - [The love you make] diz:
a vida não é igual para todos
cum diz:
vero.. mas não gostaria de viver na ignorância.. =/
cum diz:
sou mais um sofrimento sincero do que um uma alegria fingida
Rafael - [The love you make] diz:
a alegria pode ser sincera quando não sabemos o que há por trás dela. não é uma questão de relevar os fatos.
cum diz:
ai ai
cum diz:
a gente tah viajando
Rafael - [The love you make] diz:
nada
Rafael - [The love you make] diz:
a gente está "debatendo idéias"
cum diz:
vero
cum diz:
vou rebater seu argumento ;D
cum diz:
a 'mentira' não é verdade por nós acreditarmos que ela é verdadeira..
cum diz:
isso seria egocentrismo
cum diz:
sacA?
Rafael - [The love you make] diz:
eu prefiro pensar mais como um instinto de sobrevivência
cum diz:
ahn
cum diz:
como assiiiiiiiiiiiiiim?
Rafael - [The love you make] diz:
você pensa em si para poder escapar dessa
cum diz:
mas você pensando em você estaria mentindo pra si mesmo.. pq ao fazer isso, você estaria sabendo que está vivendo na ignorância
cum diz:
você estaria sofrendo.. tendo um pouco de conhecimento.. sem saber o que fazer..
cum diz:
se tah no inferno, abraça o capeta \o
Rafael - [The love you make] diz:
até quando podemos suportar esse tipo de situação? a conveniência tem um limite. e como lidar com essa consciência de fracasso e/ou perda?
cum diz:
pois é..
cum diz:
acho que seria o caso de pensar que nada é imutável..
cum diz:
tudo está sujeito a transformações..
Rafael - [The love you make] diz:
então.
Rafael - [The love you make] diz:
você não pode estigmatizar o conhecimento como algo louvável em todos os aspectos.
Rafael - [The love you make] diz:
é oportuno pensar como certas coisas precisam ser deixadas para trás de alguma forma.
Rafael - [The love you make] diz:
sem que tenha sido "processada" por nós
cum diz:
mas eu acredito quê quando se tem consciência da 'mutação' em que nossas vidas se encontram é mais fácil processar a perda.. é isso.. você ter noção que nada vai permanecer igual o resto da vida
Rafael - [The love you make] diz:
eu entendo... mas nem sempre a razão segue regras compreensíveis por nós.
cum diz:
mas quem controla a razão somos nós, diferente dos sentimentos.. apesar, destes na minha opinião serem 'rebeldes sem causa'. enquanto a razão tenta 'dominá-los' e em boa parte do tempo, consegue
Rafael - [The love you make] diz:
será?
cum diz:
eu acredito..
Rafael - [The love you make] diz:
controlamos a razão ou nos deixamos acreditar por isso?
cum diz:
hmmm..
cum diz:
controlamos a razão..
cum diz:
pq se fosse o contrário, 'quem' seria ela?
cum diz:
quem teria preestabelecido a 'razão'?
cum diz:
sei lá
cum diz:
meio estranho
Rafael - [The love you make] diz:
quem teria preestabelecido a 'razão'? oras, o estado de ordem que o ser humano tem dentro de si desde os primórdios, como prova a filosofia grega, para que a existência seja palpável e tolerável.
cum diz:
ai ai ai
cum diz:
e que estado de ordem seria esse?
Rafael - [The love you make] diz:
questões pré-estabelecidas, cabíveis em nosso estado de evolução quanto à lidar com o mundo, com nós mesmos.
cum diz:
hmmmm
cum diz:
ai que entra aquele lance de comer gente é errado???
cum diz:
rsrsrs
Rafael - [The love you make] diz:
sim.
cum diz:aaaaahh
o conhecimento gera dor e incompreensão
cum diz:
mas você estaria vivendo na escuridão.. seria um cego..
Rafael - [The love you make] diz:
quanto mais se sabe, menos se entende o que nos cerca
cum diz:
mas através do conhecimento você aprende a lidar com a dor
cum diz:
saca? ;D
Rafael - [The love you make] diz:
nop
Rafael - [The love you make] diz:
eu discordo
cum diz:
acho que eu sou masoquista
Rafael - [The love you make] diz:
ou eu é que falo por meio de minhas experiências
Rafael - [The love you make] diz:
a vida não é igual para todos
cum diz:
vero.. mas não gostaria de viver na ignorância.. =/
cum diz:
sou mais um sofrimento sincero do que um uma alegria fingida
Rafael - [The love you make] diz:
a alegria pode ser sincera quando não sabemos o que há por trás dela. não é uma questão de relevar os fatos.
cum diz:
ai ai
cum diz:
a gente tah viajando
Rafael - [The love you make] diz:
nada
Rafael - [The love you make] diz:
a gente está "debatendo idéias"
cum diz:
vero
cum diz:
vou rebater seu argumento ;D
cum diz:
a 'mentira' não é verdade por nós acreditarmos que ela é verdadeira..
cum diz:
isso seria egocentrismo
cum diz:
sacA?
Rafael - [The love you make] diz:
eu prefiro pensar mais como um instinto de sobrevivência
cum diz:
ahn
cum diz:
como assiiiiiiiiiiiiiim?
Rafael - [The love you make] diz:
você pensa em si para poder escapar dessa
cum diz:
mas você pensando em você estaria mentindo pra si mesmo.. pq ao fazer isso, você estaria sabendo que está vivendo na ignorância
cum diz:
você estaria sofrendo.. tendo um pouco de conhecimento.. sem saber o que fazer..
cum diz:
se tah no inferno, abraça o capeta \o
Rafael - [The love you make] diz:
até quando podemos suportar esse tipo de situação? a conveniência tem um limite. e como lidar com essa consciência de fracasso e/ou perda?
cum diz:
pois é..
cum diz:
acho que seria o caso de pensar que nada é imutável..
cum diz:
tudo está sujeito a transformações..
Rafael - [The love you make] diz:
então.
Rafael - [The love you make] diz:
você não pode estigmatizar o conhecimento como algo louvável em todos os aspectos.
Rafael - [The love you make] diz:
é oportuno pensar como certas coisas precisam ser deixadas para trás de alguma forma.
Rafael - [The love you make] diz:
sem que tenha sido "processada" por nós
cum diz:
mas eu acredito quê quando se tem consciência da 'mutação' em que nossas vidas se encontram é mais fácil processar a perda.. é isso.. você ter noção que nada vai permanecer igual o resto da vida
Rafael - [The love you make] diz:
eu entendo... mas nem sempre a razão segue regras compreensíveis por nós.
cum diz:
mas quem controla a razão somos nós, diferente dos sentimentos.. apesar, destes na minha opinião serem 'rebeldes sem causa'. enquanto a razão tenta 'dominá-los' e em boa parte do tempo, consegue
Rafael - [The love you make] diz:
será?
cum diz:
eu acredito..
Rafael - [The love you make] diz:
controlamos a razão ou nos deixamos acreditar por isso?
cum diz:
hmmm..
cum diz:
controlamos a razão..
cum diz:
pq se fosse o contrário, 'quem' seria ela?
cum diz:
quem teria preestabelecido a 'razão'?
cum diz:
sei lá
cum diz:
meio estranho
Rafael - [The love you make] diz:
quem teria preestabelecido a 'razão'? oras, o estado de ordem que o ser humano tem dentro de si desde os primórdios, como prova a filosofia grega, para que a existência seja palpável e tolerável.
cum diz:
ai ai ai
cum diz:
e que estado de ordem seria esse?
Rafael - [The love you make] diz:
questões pré-estabelecidas, cabíveis em nosso estado de evolução quanto à lidar com o mundo, com nós mesmos.
cum diz:
hmmmm
cum diz:
ai que entra aquele lance de comer gente é errado???
cum diz:
rsrsrs
Rafael - [The love you make] diz:
sim.
cum diz:aaaaahh
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Speech: Take 1
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
sim, e a photo? não volta atrás, não?
Mariane diz:
eu preciso recuperar a paixão pela minha imagem antes heheh
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
seu egocentrismo está de férias, então.
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
sabe quando você está triste e um disco acaba salvando sua vida?
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
pois é.
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
abençoado seja o rock 'n' roll.
Mariane diz:
sei como é
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
me sinto uma pessoa iluminada por gostar disso
Mariane diz:
nao é todo mundo que tem essa capacidade de absorver a música
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
tantas almas perdidas, que se venderam pro diabo com o axé, forró e coisas piores.
Mariane diz:
eh...
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
e eu aqui, com o OK Computer debaixo do braço e um estado de espírito mais elevado.
Mariane diz:
o Ok computer me deprime um pouco
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
mas quando você está deprimido, sente como se alguém imaginário o entendesse e acaba se sentindo melhor.
sim, e a photo? não volta atrás, não?
Mariane diz:
eu preciso recuperar a paixão pela minha imagem antes heheh
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
seu egocentrismo está de férias, então.
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
sabe quando você está triste e um disco acaba salvando sua vida?
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
pois é.
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
abençoado seja o rock 'n' roll.
Mariane diz:
sei como é
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
me sinto uma pessoa iluminada por gostar disso
Mariane diz:
nao é todo mundo que tem essa capacidade de absorver a música
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
tantas almas perdidas, que se venderam pro diabo com o axé, forró e coisas piores.
Mariane diz:
eh...
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
e eu aqui, com o OK Computer debaixo do braço e um estado de espírito mais elevado.
Mariane diz:
o Ok computer me deprime um pouco
Rafael - [As pessoas só conseguem, quando muito, enxergar a si mesmas] diz:
mas quando você está deprimido, sente como se alguém imaginário o entendesse e acaba se sentindo melhor.
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