Fui teu corpo, tuas entranhas, tua lágrima seca no rosto. Fui tua ausência inesperada, nas ruas vazias pela madrugada quente. A boca, porém, não dizia coisa alguma - era o silêncio um espaço entre nós dois. O carro em movimento servia como preâmbulo do amor usado entre as ferragens da memória, deslocada no tempo. Fui teu destino, teu erro ou teu risco: um mapa desnorteando a prudência da vida.
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