Ela tinha os olhos fundos
cavados pela insônia
e um jeito de ser
tão igual
a nada no mundo
o espírito estendido no sofá
a cortesia dos lábios
a forma de calor
que ela entendia
as mãos
ágeis
absorvidas no amor
como uma cura
para sua dispersão
tudo o que ela
quis encontrar
dentro de si
partia trancado numa jaula
contra a noite
consumida pelos excessos.
2 comentários:
O mundo nao sabe o que estah perdendo ^^
Lindo demais esse ultimo poema. Adorei mesmo =]]
Bjos
Meu poeta preferido!!!!
Como sempre...lindas palavras...
bjão!
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